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Notícias CCTIC

Live Webinar “Toxicidade no Gaming” debate comunidades mais saudáveis e bem-estar digital

O CDI Portugal realizou, no dia 20 de novembro de 2025, um webinar em live nas suas páginas de YouTube, Facebook e Instagram, intitulado “Toxicidade no Gaming: Como criar comunidades mais seguras e inclusivas”. A sessão foi conduzida por Priscila Andrade, responsável pela Comunicação e Eventos do CDI Portugal, em diálogo com três oradores de destaque na área: André Calapez e Luis Cerqueira, ambos da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), e Telmo Silva, representante da GrowuP eSports.

Este webinar reforçou a importância de abordar a toxicidade no mundo dos videojogos não apenas como um fenómeno de entretenimento, mas como um desafio social e educativo. O CDI Portugal, através desta iniciativa, reafirma o seu compromisso com a inclusão digital e a promoção de ambientes saudáveis de jogo, contribuindo para formar comunidades mais seguras, conscientes e resilientes.

Encarregue pela moderação, Priscila Andrade (CDI Portugal), colocou o foco nas práticas de comunicação, na mediação de debates e nas estratégias de sensibilização para a inclusão digital.

André Calapez (FMH) é conhecido por estudos em saúde mental, comportamento online e videojogos, trouxe uma perspetiva académica sobre os riscos psicológicos associados às comunidades de gaming.

Luis Cerqueira (FMH) colaborou na discussão com uma abordagem técnica e pedagógica, analisando como as dinâmicas de jogo influenciam o comportamento tóxico e como algumas intervenções educativas podem mitigar esses riscos.

Por fim, Telmo Silva (GrowuP eSports) ofereceu a visão de quem opera no mundo dos e-sports, partilhando estratégias concretas para criar comunidades mais saudáveis e promover uma cultura de respeito e bem-estar entre os jogadores.

A toxicidade pode manifestar-se de diversas formas, tais como insultos, assédio, comportamento antidesportivo, e não se limita a simples “brincadeiras”: tem impacto real nas comunidades e nas pessoas. Os oradores destacaram os potenciais efeitos emocionais negativos no longo prazo, especialmente quando os jogadores são jovens ou vulneráveis. A toxicidade não afeta só o momento de jogo, mas pode repercutir-se na autoestima, nas relações sociais e no bem-estar digital.

A construção de comunidades de gaming mais saudáveis exige intervenção educativa: professores, pais e responsáveis devem dialogar com os jovens, definir limites claros e fomentar uma cultura de empatia. Assim, a moderação ativa, as regras de comunidade, o uso de ferramentas de reporte e a promoção de eventos com códigos de conduta são essenciais para reduzir comportamentos nocivos.

No fundo, é fundamental desenvolver estratégias para fortalecer a resiliência emocional, promover momentos de pausa e encorajar formas saudáveis de envolvimento com os videojogos. A construção de comunidades positivas é tão importante quanto o desempenho competitivo.

Para os professores, encarregados de educação e equipas escolares, este webinar representa uma significativa oportunidade de reflexão sobre a relação entre jovens e videojogos. As estratégias partilhadas podem ser incorporadas no trabalho pedagógico, no envolvimento das famílias e nas sessões de sensibilização promovidas por projetos como o InGaming – Inclusive Gaming.

A sessão está disponível na íntegra no canal YouTube do CDI Portugal, permitindo que qualquer pessoa interessada, seja docente, aluno, encarregado de educação ou simplesmente entusiasta do tema, assista e recicle as ideias partilhadas aqui.

12.ª edição do Apps for Good Portugal

A 12.ª edição do programa educativo Apps for Good Portugal já se encontra em marcha, desafiando alunos e professores de todo o país a transformar ideias em aplicações digitais com impacto real na comunidade.

Promovido pelo CDI Portugal, em parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE) e com várias entidades regionais e tecnológicas, o programa volta a afirmar-se como uma referência na área da inovação pedagógica e da cidadania digital, envolvendo escolas do ensino básico e secundário de norte a sul do país.

O Apps for Good propõe uma metodologia prática e colaborativa, baseada na aprendizagem por projeto.
Os alunos — do 5.º ao 12.º ano de escolaridade — são convidados a identificar um problema do quotidiano ou da sua comunidade e a desenvolver, em equipa, uma aplicação móvel que o ajude a resolver.

Os professores assumem o papel de facilitadores, apoiados por formação acreditada e por uma rede de mentores especialistas, que acompanham o processo de ideação, prototipagem e comunicação dos projetos.

O objetivo é claro: capacitar os jovens como criadores digitais, desenvolvendo competências de pensamento crítico, colaboração, comunicação e resolução criativa de problemas.

Com mais de 12 anos de implementação em Portugal, o Apps for Good tem vindo a consolidar-se como uma das iniciativas educativas mais inspiradoras e transformadoras no panorama nacional.
Em edições anteriores, participaram milhares de alunos e centenas de professores, que viram as suas ideias ganharem forma em aplicações digitais inovadoras, algumas das quais prosseguiram o seu desenvolvimento após o término do programa.

Os resultados têm demonstrado uma forte valorização das competências digitais, da criatividade e da autonomia dos alunos, bem como uma maior motivação dos professores para integrar metodologias de projeto nas suas práticas.

Inscrições abertas e nova edição mais sustentável

As inscrições para a 12.ª edição decorrem através da plataforma oficial do programa: https://cdi.org.pt/apps-for-good/.
Os docentes inscritos participam automaticamente no Kick-Off Digital & Sustentável, uma sessão formativa de curta duração que marca o arranque da edição e introduz temas emergentes como inteligência artificial, sustentabilidade, inclusão e bem-estar digital.

Esta formação é certificada e constitui uma excelente oportunidade para integrar o Apps for Good nas práticas pedagógicas, seja em contexto curricular ou como projeto extracurricular.

CCTIC EDUCOM reforça apoio às escolas na implementação de práticas digitais inovadoras, no arranque do ano letivo 2025/2026

Logo CCTIC EDUCOM

No mês de setembro de 2025, o CCTIC EDUCOM iniciou oficialmente o plano de ação para o ano letivo 2025/2026, reafirmando o compromisso com a capacitação digital das escolas e com a promoção de práticas pedagógicas inovadoras. Num contexto educativo em constante transformação, marcado por exigências crescentes em literacia digital, inteligência artificial e metodologias ativas, o CCTIC assume uma vez mais um papel estratégico na criação de condições que apoiem os docentes e as lideranças escolares na transição digital.

Ao longo do ano letivo, serão desencadeadas várias iniciativas estruturantes, entre as quais se destacam:

  • Acompanhamento personalizado aos Agrupamentos de Escolas da área de atuação do CCTIC, com ações centradas no trabalho em rede para continuidade de execução dos Planos de Ação para o Desenvolvimento Digital da Escola (PADDE);
  • Sessões de formação e capacitação direcionadas para o uso pedagógico de ferramentas digitais emergentes, com particular destaque na inteligência artificial generativa, criatividade digital e práticas avaliativas inovadoras;
  • Dinamização dos Cafés Digitais EDUCOM, espaços informais de partilha e reflexão que reúnem professores, especialistas e convidados externos de todo o país, e além fronteiras, para discutir tendências e boas práticas no domínio do digital;
  • Curadoria de recursos digitais para apoiar, docentes e equipas de todos os Agrupamentos de Escolas do distrito de Faro, facilitando a adoção de metodologias mais flexíveis, inclusivas e alinhadas com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

A equipa EDUCOM reforça que este ano letivo será marcado por uma aposta clara na sustentabilidade das práticas digitais, procurando não apenas expandir competências, mas sobretudo consolidá-las e integrá-las no quotidiano das escolas. Entre reuniões estratégicas, ações de curta duração e projetos de inovação curricular, o CCTIC mantém o foco numa missão simples, mas ambiciosa: ajudar cada escola a transformar o digital em oportunidade educativa, superando situações em que possa revelar-se obstáculo.
Com um olhar atento ao futuro — e com a pontual pitada de humor que torna a tecnologia menos assustadora e mais humana — o CCTIC EDUCOM enceta um ciclo de trabalho, lado a lado com os Agrupamentos de Escolas, para que o ano letivo 2025/2026 seja sinónimo de inovação, colaboração e aprendizagens significativas.