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Notícias CCTIC

DigComp 3.0 – Quadro Europeu de Competências Digitais para Cidadãos – Webinar de Apresentação

A Comissão Europeia acaba de publicar o DigComp 3.0, a quinta edição do Quadro Europeu de Competências Digitais para Cidadãos e promove um webinar de apresentação no próximo dia 12 de dezembro (10:00 – 11:00 (CET)).

Na nova edição do documento são enunciados os conhecimentos, competências e atitudes consideradas essenciais para que um cidadão seja considerado digitalmente competente, em diversas dimensões: na vida quotidiana; na participação na sociedade; no trabalho e na aprendizagem.

Concebido para ser adaptado, e com diversos fins, em contextos de educação, formação e emprego, a atualização do Quadro Europeu de Competências Digitais para Cidadãos, reflete os avanços que se têm verificado na área das tecnologias digitais, desde 2022, com impacto nas competências digitais exigidas aos cidadãos.

A quinta edição do DigComp 3.0 traz algumas novidades, com uma visão mais detalhada das competências digitais, comparativamente às versões anteriores, além de incluir, de forma sistemática e transversal, a Inteligência Artificial em todo o quadro.

Este referencial suporta as políticas e iniciativas da União Europeia relacionadas com as competências digitais — como a Union of Skills e o Programa de Política da Década Digital — bem como respostas às implicações sociais e económicas da transformação digital, incluindo o AI Continent Action Plan e a Estratégia Europeia para uma Internet Melhor para as Crianças.

Destaque-se que o DigComp 3.0 destina-se a todos os indivíduos e organizações — locais, regionais, nacionais, europeias ou internacionais — que partilham o objetivo comum de compreender e identificar as competências digitais necessárias e apoiar o seu desenvolvimento.

Live Webinar “Toxicidade no Gaming” debate comunidades mais saudáveis e bem-estar digital

O CDI Portugal realizou, no dia 20 de novembro de 2025, um webinar em live nas suas páginas de YouTube, Facebook e Instagram, intitulado “Toxicidade no Gaming: Como criar comunidades mais seguras e inclusivas”. A sessão foi conduzida por Priscila Andrade, responsável pela Comunicação e Eventos do CDI Portugal, em diálogo com três oradores de destaque na área: André Calapez e Luis Cerqueira, ambos da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), e Telmo Silva, representante da GrowuP eSports.

Este webinar reforçou a importância de abordar a toxicidade no mundo dos videojogos não apenas como um fenómeno de entretenimento, mas como um desafio social e educativo. O CDI Portugal, através desta iniciativa, reafirma o seu compromisso com a inclusão digital e a promoção de ambientes saudáveis de jogo, contribuindo para formar comunidades mais seguras, conscientes e resilientes.

Encarregue pela moderação, Priscila Andrade (CDI Portugal), colocou o foco nas práticas de comunicação, na mediação de debates e nas estratégias de sensibilização para a inclusão digital.

André Calapez (FMH) é conhecido por estudos em saúde mental, comportamento online e videojogos, trouxe uma perspetiva académica sobre os riscos psicológicos associados às comunidades de gaming.

Luis Cerqueira (FMH) colaborou na discussão com uma abordagem técnica e pedagógica, analisando como as dinâmicas de jogo influenciam o comportamento tóxico e como algumas intervenções educativas podem mitigar esses riscos.

Por fim, Telmo Silva (GrowuP eSports) ofereceu a visão de quem opera no mundo dos e-sports, partilhando estratégias concretas para criar comunidades mais saudáveis e promover uma cultura de respeito e bem-estar entre os jogadores.

A toxicidade pode manifestar-se de diversas formas, tais como insultos, assédio, comportamento antidesportivo, e não se limita a simples “brincadeiras”: tem impacto real nas comunidades e nas pessoas. Os oradores destacaram os potenciais efeitos emocionais negativos no longo prazo, especialmente quando os jogadores são jovens ou vulneráveis. A toxicidade não afeta só o momento de jogo, mas pode repercutir-se na autoestima, nas relações sociais e no bem-estar digital.

A construção de comunidades de gaming mais saudáveis exige intervenção educativa: professores, pais e responsáveis devem dialogar com os jovens, definir limites claros e fomentar uma cultura de empatia. Assim, a moderação ativa, as regras de comunidade, o uso de ferramentas de reporte e a promoção de eventos com códigos de conduta são essenciais para reduzir comportamentos nocivos.

No fundo, é fundamental desenvolver estratégias para fortalecer a resiliência emocional, promover momentos de pausa e encorajar formas saudáveis de envolvimento com os videojogos. A construção de comunidades positivas é tão importante quanto o desempenho competitivo.

Para os professores, encarregados de educação e equipas escolares, este webinar representa uma significativa oportunidade de reflexão sobre a relação entre jovens e videojogos. As estratégias partilhadas podem ser incorporadas no trabalho pedagógico, no envolvimento das famílias e nas sessões de sensibilização promovidas por projetos como o InGaming – Inclusive Gaming.

A sessão está disponível na íntegra no canal YouTube do CDI Portugal, permitindo que qualquer pessoa interessada, seja docente, aluno, encarregado de educação ou simplesmente entusiasta do tema, assista e recicle as ideias partilhadas aqui.

12.ª edição do Apps for Good Portugal

A 12.ª edição do programa educativo Apps for Good Portugal já se encontra em marcha, desafiando alunos e professores de todo o país a transformar ideias em aplicações digitais com impacto real na comunidade.

Promovido pelo CDI Portugal, em parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE) e com várias entidades regionais e tecnológicas, o programa volta a afirmar-se como uma referência na área da inovação pedagógica e da cidadania digital, envolvendo escolas do ensino básico e secundário de norte a sul do país.

O Apps for Good propõe uma metodologia prática e colaborativa, baseada na aprendizagem por projeto.
Os alunos — do 5.º ao 12.º ano de escolaridade — são convidados a identificar um problema do quotidiano ou da sua comunidade e a desenvolver, em equipa, uma aplicação móvel que o ajude a resolver.

Os professores assumem o papel de facilitadores, apoiados por formação acreditada e por uma rede de mentores especialistas, que acompanham o processo de ideação, prototipagem e comunicação dos projetos.

O objetivo é claro: capacitar os jovens como criadores digitais, desenvolvendo competências de pensamento crítico, colaboração, comunicação e resolução criativa de problemas.

Com mais de 12 anos de implementação em Portugal, o Apps for Good tem vindo a consolidar-se como uma das iniciativas educativas mais inspiradoras e transformadoras no panorama nacional.
Em edições anteriores, participaram milhares de alunos e centenas de professores, que viram as suas ideias ganharem forma em aplicações digitais inovadoras, algumas das quais prosseguiram o seu desenvolvimento após o término do programa.

Os resultados têm demonstrado uma forte valorização das competências digitais, da criatividade e da autonomia dos alunos, bem como uma maior motivação dos professores para integrar metodologias de projeto nas suas práticas.

Inscrições abertas e nova edição mais sustentável

As inscrições para a 12.ª edição decorrem através da plataforma oficial do programa: https://cdi.org.pt/apps-for-good/.
Os docentes inscritos participam automaticamente no Kick-Off Digital & Sustentável, uma sessão formativa de curta duração que marca o arranque da edição e introduz temas emergentes como inteligência artificial, sustentabilidade, inclusão e bem-estar digital.

Esta formação é certificada e constitui uma excelente oportunidade para integrar o Apps for Good nas práticas pedagógicas, seja em contexto curricular ou como projeto extracurricular.