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A Manipulação dos Modelos de Linguagem e o Impacto na Educação

O fenómeno do “LLM grooming” representa um desafio significativo para a educação digital e para o desenvolvimento do pensamento crítico tanto nos alunos como professores. Este termo refere-se à prática de saturar a internet com desinformação, para que esta seja posteriormente integrada nos dados de treino dos chatbots de Inteligência Artificial (IA) – assistentes virtuais baseados em modelos avançados de linguagem.

Os grandes modelos de linguagem (LLMs) são sistemas de IA capazes de gerar texto de forma semelhante à linguagem humana, processando vastas quantidades de dados, muitos dos quais são recolhidos da internet. No entanto, se as fontes de informação forem manipuladas, a própria IA pode passar a gerar respostas enviesadas ou falsas, contribuindo para a propagação de desinformação.

Segundo um relatório da NewsGuard (que fornece, a empresas e consumidores, dados, análises e jornalismo para identificar informações confiáveis online), redes organizadas de desinformação podem alimentar os dados de treino dos chatbots com conteúdos manipulados, alterando os tokens – unidades básicas de processamento da linguagem – e interferindo na forma como os modelos interpretam e respondem às questões dos utilizadores.

Na educação, este fenómeno representa um desafio crítico, pois pode comprometer a fiabilidade das fontes de informação utilizadas em ambiente escolar. A manipulação dos dados de treino pode influenciar a forma como os conteúdos educativos são apresentados e interpretados, tornando essencial o desenvolvimento de competências de literacia digital e verificação de factos.

Para mitigar este risco, é fundamental que que as escolas promovam práticas pedagógicas que incentivem a análise crítica da informação, o uso de fontes fidedignas e a sensibilização para os perigos da desinformação digital. O papel dos professores é crucial na orientação dos alunos para uma utilização segura e informada das tecnologias, garantindo que a Inteligência Artificial seja um recurso enriquecedor e não um vetor de desinformação.

CDI Portugal e o Programa Apps for Good: Promovendo a Inclusão e Inovação Digital na Educação

O Center of Digital Inclusion (CDI Portugal) é uma organização não-governamental dedicada à inclusão e inovação social e digital, com presença internacional. Estabelecido em Portugal desde 2013, o CDI Portugal tem como missão capacitar indivíduos e comunidades para utilizarem a tecnologia na resolução de problemas locais e globais, promovendo uma cidadania ativa e informada.

Uma das iniciativas de destaque do CDI Portugal é a implementação do programa Apps for Good no país. Este programa educativo tecnológico incentiva alunos do 5.º ao 12.º ano e professores de todas as áreas disciplinares a desenvolver aplicações para smartphones ou tablets que solucionem problemas sociais, destacando o potencial transformador da tecnologia nas comunidades.

O Apps for Good promove o desenvolvimento de soluções alinhadas com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, surgindo como um instrumento que fomenta a educação para a cidadania.

Desde a sua implementação em Portugal, o Apps for Good tem registado um impacto significativo na educação, envolvendo milhares de alunos e professores em projetos que promovem a literacia digital, o pensamento crítico e a resolução criativa de problemas. O programa culmina em competições regionais e nacionais, onde as equipas apresentam as suas soluções tecnológicas a especialistas da indústria e educadores, promovendo a inovação digital e o trabalho em equipa.

Através do Apps for Good, o CDI Portugal tem desempenhado um papel fundamental na transformação do setor educativo, preparando os jovens para os desafios de uma sociedade cada vez mais digital e interconectada, e reforçando a importância da tecnologia como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social.

A Primeira Mensagem da Internet: Um Pequeno Erro mas uma Grande Inovação

Em 1969, o mundo ainda não conhecia os memes, não havia vídeos virais e ninguém passava horas a discutir se um vestido era azul ou dourado. A internet não existia. Mas estava prestes a nascer.

No dia 29 de outubro, dois cientistas norte-americanos, Charley Kline e Bill Duvall, estavam a testar uma tecnologia revolucionária chamada ARPANET – uma espécie de tataravó da internet. A ideia era conectar computadores à distância, um feito nunca antes conseguido. Neste caso um verdadeiro salto para a humanidade!

Kline era estudante da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), e estava prestes a enviar a primeira mensagem digital da história para Duvall, um programador do outro lado do estado. Qual era o objetivo? Escrever a palavra “LOGIN”. Super tecnológico. Super ambicioso!

Mas a tecnologia tem o seu sentido de humor… e o sistema crashou antes da palavra ficar completa. A primeira mensagem da história da internet acabou por ser um solene e misterioso “LO”.
Sim, escrevemos bem. “LO”.

Não foi uma citação filosófica, nem um código secreto. Foi simplesmente um erro. E deste modo invulgar, começou a era digital: com um bug.

Claro que, passado algum tempo e algumas tentativas frustradas, a ligação foi restabelecida e o tal “LOGIN” finalmente chegou ao destino. Mas a verdade é que o primeiro momento da internet foi, essencialmente, a experiência de não conseguir aceder à internet – um problema que qualquer aluno, ou professor da atualidade, conhecem bem. Que levante a mão quem já presenciou “a atitude desplicente” do Wi-Fi o quando resolve desaparecer antes de um teste online, a submissão de um trabalho, a atualização de um ficheiro de edição colaborativa.

Hoje, meio século depois, a internet está em todo o lado. Transportamos um universo de conhecimento (e distrações) no bolso, aprendemos e comunicamos através de ecrãs, fazemos amizade com bots generativos, e a nossa paciência dura apenas três segundos antes de desistirmos de um vídeo que demora a carregar.

Mas, se algum dia se irritarem porque a página do browser não abre ou a ligação falha, lembrem-se: o primeiro utilizador da internet também teve problemas de conexão.

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