Passado algum tempo sobre a partida de Fernando Egídio Reis, em 2023, permanece viva a memória de uma figura marcante da educação em Portugal, cuja presença continua a fazer-se sentir tanto pelo seu percurso profissional como pela forma humana, próxima e generosa com que se relacionava com todos. Quem com ele conviveu recorda a sua simpatia, a disponibilidade constante e a atenção genuína ao outro.

Professor de História na Escola Secundária de Cacilhas-Tejo, onde também presidiu ao Conselho Geral, foi investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (FCUL | FCT-UNL) e coordenador do programa Ser Pro – Iniciativa Educação. Doutorado em História e Filosofia das Ciências pela Universidade Nova de Lisboa, dedicou grande parte do seu percurso à formação de professores e à dinamização de projetos educativos.
Desempenhou funções de elevada responsabilidade na administração educativa, tendo sido Diretor-Geral da Educação, membro do Conselho Geral do IAVE e Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário no XIX Governo Constitucional. O seu trabalho pautou-se por rigor, sentido de serviço público e profundo conhecimento do sistema educativo.
A sua ligação à EDUCOM foi constante e significativa, tendo sido vice-presidente por duas vezes. A ele se deve, em grande medida, a persistência e o reforço do compromisso com as TIC na educação.
Mais do que os cargos que ocupou, permanece a memória de um homem simples, de sorriso sereno e presença acolhedora, que fazia cada pessoa sentir-se valorizada. A sua ausência deixa uma marca profunda.
A EDUCOM presta-lhe uma sentida homenagem, reconhecendo no professor, no colega e no amigo um exemplo de dedicação à educação e à comunidade.
